Multifranqueados: os empreendedores que estão redesenhando o franchising brasileiro

Recentemente, deparei-me com duas matérias sobre multifranqueados e franqueadoras multimarcas. Uma delas é assinada por Denis Santini, colunista da Revista Exame, e a outra pela jornalista Katia Simões, no Valor Econômico. Ambas me motivaram a escrever este artigo.

O que é ser multifranqueado?

Antes de tudo, é importante esclarecer o que significa ser um multifranqueado e o que caracteriza uma franqueadora multimarca.

Na prática, existem duas formas de ser multifranqueado: ser um empresário ou uma empresária que possui mais de uma unidade franqueada de uma mesma marca, ou de diferentes marcas. Já a franqueadora multimarca é, em geral, uma holding detentora de mais de uma marca de franquia.

As duas matérias abordam o crescimento e a representatividade dos multifranqueados no Brasil, bem como a forma como as franqueadoras — sejam de marca única ou multimarcas — estão se estruturando para obter os melhores resultados nessa relação. Também discutem os desafios enfrentados pelos próprios multifranqueados para expandirem seus negócios ou se consolidarem em seus mercados de atuação.

O franchising brasileiro em números

O Brasil é uma das referências mundiais quando se fala em franchising. Não foi por acaso que escolhi o sistema de franquias para consolidar o modelo de negócio, a operação e a expansão da iFinance. Já são oito anos desde a sua fundação, três anos como franqueadora, mais de 70 unidades franqueadas e cerca de 700 clientes atendidos.

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor cresceu 10,5% no ano passado e encerrou o período com faturamento de R$ 301,7 bilhões. Atualmente, são 3.297 marcas que comandam cerca de 202 mil unidades, geram 1,76 milhão de empregos diretos, estão presentes em aproximadamente 80% dos municípios brasileiros e representam mais de 2% do PIB nacional.

O crescimento dos multifranqueados

Olhando especificamente para os multifranqueados, estima-se que existam cerca de 61 mil franqueados no Brasil. Desses, quase metade opera duas ou mais unidades, e há um grupo seleto de pouco mais de mil franqueados que administram mais de 25 unidades. Com faturamentos que já competem com empresas listadas em bolsa, esse fenômeno — que teve início nos Estados Unidos — começa a ganhar força no Brasil e promete alcançar projeções que podem chegar a R$ 1 bilhão de faturamento para um único multifranqueado.

O franchising é um sistema que se reinventa todos os dias, atento à concorrência, às pressões econômicas e sociais e às demandas de seus franqueados. Algumas franqueadoras decidiram tornar-se multimarcas, ampliando o leque de ofertas dentro do mesmo segmento para que seus franqueados também pudessem diversificar seus negócios. Outras, por sua vez, permanecem com apenas a marca de origem, mas enxergam com bons olhos o interesse de franqueados experientes de outras redes, desde que não haja concorrência direta entre as marcas.

Os desafios da gestão multimarcas

Há dois pontos em comum nas duas matérias: a necessidade de mecanismos que evitem a descaracterização das marcas e os desafios da gestão dos multifranqueados. Basta imaginar a complexidade de operar, por exemplo, dez unidades franqueadas distribuídas entre cinco marcas diferentes, cada uma com suas regras, políticas comerciais, modelos financeiros, processos operacionais, controles de qualidade e indicadores de satisfação dos clientes.

Por que a gestão financeira é o maior gargalo

Na minha opinião, é na gestão financeira que reside o maior desafio. Historicamente, os franqueados subutilizam os módulos de gestão financeira disponíveis nos sistemas homologados pelas franqueadoras. Os motivos são diversos, mas, em geral, consideram que essas ferramentas não atendem à complexidade de seus negócios no dia a dia.

Uma oportunidade real para os multifranqueados

É justamente nesse ponto que vejo uma grande oportunidade de contribuição para os multifranqueados — e não apenas para eles. Os serviços de Assessoria Financeira oferecidos pela iFinance podem tornar as operações mais competitivas, reduzir custos, inclusive as despesas operacionais, aprimorar a gestão financeira e permitir que os franqueados tomem decisões baseadas em indicadores e números confiáveis, de forma cada vez mais profissional, estratégica e consistente.

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